O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão de Filipe Martins, ex-assessor especial para Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ordem foi cumprida pela Polícia Federal após o magistrado entender que o investigado descumpriu medidas cautelares estabelecidas anteriormente pela Justiça.
Filipe Martins estava em prisão domiciliar desde o fim de 2025, monitorado por tornozeleira eletrônica e submetido a uma série de restrições, entre elas a proibição de uso de redes sociais. De acordo com a decisão, há indícios de que o ex-assessor teria acessado plataformas digitais, o que configuraria violação direta das condições impostas pelo STF.
Antes de determinar a prisão preventiva, Alexandre de Moraes havia concedido prazo para que a defesa apresentasse esclarecimentos sobre a suposta infração. Após a análise das informações, o ministro concluiu que houve desrespeito às determinações judiciais, justificando o endurecimento da medida.
A defesa de Filipe Martins nega o descumprimento das cautelares e afirma que ele vinha cumprindo integralmente as ordens judiciais, sustentando que eventuais acessos a redes sociais não teriam sido realizados de forma direta pelo investigado.
A decisão se insere no contexto das investigações que apuram a atuação de integrantes do entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro em articulações antidemocráticas após as eleições de 2022. O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, com novos desdobramentos aguardados nos próximos dias.




