Um relatório divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) revela que o desmatamento permanece intenso nas proximidades e dentro das áreas protegidas da Amazônia Legal entre outubro e dezembro de 2025.
O estudo Ameaça e Pressão em Áreas Protegidas analisou imagens de satélite e identificou 904 células com ocorrência de desmatamento nas unidades de conservação federal, estadual e terras indígenas, além de seus entornos. Destas, 64% estavam nas zonas até 10 quilômetros fora dos limites das áreas protegidas — consideradas “ameaças” — e 36% dentro dos limites, o que configura pressão direta sobre os territórios.
Quando separados por tipo de área, o relatório mostra que as unidades estaduais apresentaram níveis equivalentes de ameaça e pressão, enquanto as terras indígenas e unidades federais tiveram maior proporção de desmatamento no entorno do que internamente.
Entre as áreas mais pressionadas estão unidades como a Reserva Extrativista Chico Mendes (AC), a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu (PA) e a Resex Tapajós-Arapiuns (PA), que registraram grande número de ocorrências de desmatamento detectadas pelo monitoramento.
O relatório também destaca que a Floresta Nacional de Saracá-Taquera (PA) foi a área mais ameaçada nos arredores, com maior número de sinais de desmatamento até 10 quilômetros dos seus limites.
Pesquisadores apontam que a recorrência de ameaças e pressões nas mesmas áreas ao longo do tempo indica dificuldades nas ações de proteção e gestão ambiental, já que locais que antes registravam apenas ameaças hoje também mostram desmatamento avançando para dentro dos limites oficialmente protegidos.
Com Informações Agência Brasil




