O mercado financeiro brasileiro voltou a revisar para baixo a projeção da inflação oficial para o ano de 2026, segundo o último Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC). A mediana das estimativas dos analistas consultados caiu de 3,95% para 3,91%, marcando a sétima redução consecutiva na expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A nova projeção permanece dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação oficial — que tem centro de 3%, mas pode oscilar entre 1,5% e 4,5% — definido pelo Conselho Monetário Nacional. Para os próximos anos, as estimativas também foram mantidas: 3,8% para 2027 e 3,5% para 2028 e 2029.
Os dados do Focus também mostram que a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi levemente elevada, passando de 1,80% para 1,82%, refletindo uma visão um pouco mais otimista dos economistas em relação à atividade econômica no país.
Além disso, os analistas reduziram as projeções para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2026 — de 12,25% para cerca de 12,13% ao ano — e revisaram para baixo a estimativa da cotação do dólar no fim do ano.
O recuo nas expectativas de inflação ocorre em um cenário em que o índice oficial nos últimos meses tem se mantido dentro da meta, com o IPCA de janeiro registrando 0,33% e acumulando 4,44% em 12 meses. A combinação de inflação controlada e ajustes nas previsões de juros e crescimento reflete a busca do Banco Central por estabilidade econômica num momento de cenário global ainda incerto.




