A Assembleia Legislativa do Amazonas definiu que a eleição indireta para escolher o novo governador e vice-governador do estado acontecerá no dia 4 de maio, às 9h. A votação será realizada pelos próprios deputados estaduais e segue regras aprovadas em regime de urgência pela Casa.
A medida ocorre após a renúncia do então governador Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza, o que levou o presidente da Aleam, Roberto Cidade, a assumir interinamente o comando do Executivo estadual.
Como será a eleição
Diferente de uma eleição tradicional, o processo será indireto — ou seja, a população não vota. Quem decide são os 24 deputados estaduais, em sessão extraordinária da Aleam.
Entre as principais regras definidas:
- O voto será aberto e nominal, com cada deputado declarando publicamente sua escolha;
- A eleição deve ocorrer em até 30 dias após a vacância do cargo, prazo que será cumprido com a data de 4 de maio;
- Um edital específico ainda detalhará prazos de inscrição, critérios e regras para candidatura;
- O candidato vencedor será aquele que obtiver a maioria dos votos dos deputados.
Aprovação rápida das regras
O projeto de lei que regulamenta a eleição indireta foi aprovado de forma célere pelos parlamentares — em cerca de dois minutos, segundo registros da sessão. A rapidez foi justificada pela necessidade de garantir segurança jurídica e continuidade administrativa no estado.
A proposta estabelece todo o rito do processo e permite a publicação do edital que vai oficializar as etapas da eleição.
Cenário político
Nos bastidores, o nome de Roberto Cidade aparece como um dos mais fortes para o mandato tampão, com apoio significativo entre os deputados. Como a eleição é decidida internamente, a articulação política dentro da Assembleia é determinante para o resultado.
Por que a eleição é indireta?
A eleição indireta ocorre porque a vacância do cargo aconteceu no último ano do mandato. Nesses casos, a Constituição prevê que a escolha do novo governador seja feita pela Assembleia Legislativa, e não pelo voto popular.
O novo eleito cumprirá um mandato temporário (tampão) até o fim do atual ciclo de governo, garantindo a continuidade administrativa do Estado até as eleições regulares de 2026.




