quinta-feira, fevereiro 19, 2026
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Cheia do rio Negro: Roberto Cidade cobra ações da Prefeitura de Manaus para atender população afetada

Com a elevação das águas do rio Negro já afetando áreas urbanas da capital amazonense, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (União Brasil), anunciou o encaminhamento de requerimentos à Prefeitura de Manaus cobrando informações detalhadas sobre as ações de prevenção e assistência à população atingida pela cheia.

De acordo com o parlamentar, as informações divulgadas até o momento pelo Executivo municipal são superficiais e não esclarecem de forma adequada as providências adotadas para minimizar os transtornos causados pelas inundações anuais, que impactam principalmente bairros das zonas Oeste, Sul e Central da cidade.

“Precisamos saber o que, de fato, a prefeitura tem feito para amenizar os transtornos que todos os anos atingem milhares de moradores. As informações são genéricas, e a população precisa de respostas concretas. Por isso, estamos cobrando um posicionamento oficial”, afirmou Roberto Cidade.

Os requerimentos foram direcionados à Defesa Civil municipal e às secretarias de Saúde, Limpeza Pública, Assistência Social e Infraestrutura. O objetivo é obter um panorama completo das ações já em andamento e dos planejamentos futuros, tanto a curto quanto a médio e longo prazos.

Segundo a medição do Porto de Manaus, o nível do rio Negro atingiu nesta quarta-feira (8) a marca de 27,99 metros — 49 centímetros acima da cota de inundação, que é de 27,50 metros. De acordo com o 2º Alerta de Cheias da Bacia do Amazonas de 2025, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), há uma probabilidade de 42% de que o rio atinja a cota de inundação severa, de 29 metros, embora a previsão não aponte para um novo recorde como o de 2021.

Mesmo com essa previsão, a preocupação se intensifica com os impactos já sentidos pela população. Estima-se que cerca de 4.500 famílias em 19 bairros de Manaus estejam sob risco direto de alagação. Entre os bairros mais afetados estão São Jorge, Compensa, Centro, Educandos, Raiz, Mauazinho e Puraquequara.

“Queremos saber se existe planejamento específico para garantir o fornecimento de água potável, distribuição de itens de primeira necessidade, medidas para prevenção de doenças e apoio aos comerciantes prejudicados. Além disso, é preciso entender se há estratégias de médio e longo prazos para reduzir os impactos dessas cheias que se repetem todos os anos”, destacou o deputado.

A cobrança formal da Aleam busca garantir maior transparência nas ações da administração municipal e, principalmente, respostas concretas às famílias vulneráveis diante da força das águas do rio Negro.

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