A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre móvel encerrado em novembro de 2025, alcançando o menor patamar registrado desde o início da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. O resultado representa uma queda de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 0,9 ponto quando comparado ao mesmo período de 2024, refletindo uma evolução consistente do mercado de trabalho nacional.
No período analisado, o número de pessoas desocupadas caiu para cerca de 5,6 milhões, o menor contingente já observado, com reduções tanto na comparação trimestral quanto na anual. Ao mesmo tempo, a população ocupada atingiu 103,2 milhões de pessoas, também superando marcas históricas e apontando para uma recuperação mais ampla da força de trabalho.
Os dados ainda mostram que o índice de subutilização da força de trabalho — que inclui desempregados, subocupados por insuficiência de horas e pessoas na força de trabalho potencial — recuou para 13,5%, marcando o menor valor desde o início da série. Esse recuo indica não apenas a queda do desemprego, mas também uma melhora no aproveitamento da mão de obra disponível.
Além disso, houve redução da informalidade no mercado e crescimento do emprego formal, com o número de trabalhadores com carteira assinada atingindo 39,4 milhões, o maior nível já registrado. Esses indicadores reforçam um cenário de maior estabilidade e qualidade nas vagas geradas.
A renda média habitual dos trabalhadores também avançou, chegando a R$ 3.574, e a massa salarial real alcançou R$ 363,7 bilhões, ambos em níveis recordes para a série histórica, o que contribui para um quadro de maior poder de compra e dinamismo econômico.
O desempenho da economia no mercado de trabalho, com desemprego em queda e ocupação em alta, supera as expectativas de analistas, que projetavam uma taxa mais elevada para o fim de 2025. O resultado sinaliza um ano positivo para a geração de emprego e pode influenciar parâmetros econômicos nos próximos meses.
Com Informação Agência Brasil




