sexta-feira, janeiro 30, 2026
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OMS diz que risco de propagação do vírus Nipah na Índia é baixo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira (30) que a probabilidade de propagação do vírus Nipah a partir dos casos confirmados na Índia permanece baixa, tanto no país quanto internacionalmente, e não há recomendação de restrições de viagens ou comércio relacionadas ao surto atual.

A declaração do órgão internacional ocorre após a confirmação de dois casos de infecção pelo vírus Nipah no distrito de North 24 Parganas, no estado de Bengala Ocidental, entre profissionais de saúde. Ambos foram hospitalizados e, até agora, não foram detectados novos casos nem transmissão entre contatos investigados.

Segundo a OMS, não há evidências de aumento da transmissão de humano para humano, e o monitoramento realizado com cerca de 196 pessoas que estiveram em contato com os infectados não identificou sintomas nem testes positivos para o vírus.

O que é o vírus Nipah

O vírus Nipah é um patógeno zoonótico, ou seja, pode ser transmitido de animais para seres humanos. Ele está associado principalmente a morcegos-frugívoros, que podem contaminar alimentos ou superfícies que depois entram em contato com humanos ou outros animais, como porcos.

A doença pode provocar febre, dores musculares e, em casos graves, inflamação do cérebro (encefalite). A taxa de fatalidade estimada varia entre 40% e 75% em surtos anteriores, e atualmente não existe vacina ou tratamento específico aprovado, apenas cuidados de suporte ao paciente.

Por que o risco global é considerado baixo

Autoridades da OMS reforçam que, apesar da gravidade potencial da doença, pequenos surtos esporádicos já ocorreram no passado, principalmente na Índia e em Bangladesh, sem evoluir para eventos de grande escala ou pandêmicos. A organização avalia que a Índia possui capacidade de gestão local e que medidas de vigilância estão sendo aplicadas de forma adequada.

Além disso, embora alguns países vizinhos tenham reforçado a triagem de passageiros nos aeroportos como medida de precaução, a OMS não recomendou restrições de viagens ou de comércio internacional por ora.

O que permanece sob observação

Apesar do cenário relativamente controlado, a OMS observa que o vírus circula naturalmente em reservatórios animais, especialmente em áreas da Ásia onde morcegos portadores vivem, o que pode levar a casos isolados sem previsão de desaparecimento completo da ameaça.

As autoridades de saúde seguem com ações de rastreamento de contatos, testes e protocolos de prevenção, enquanto a comunidade científica continua os esforços para desenvolvimento de vacinas e terapias específicas.

Com Informação Agência Brasil 

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