Uma operação das forças de segurança pública no Amazonas investiga o uso de criptomoedas por uma facção criminosa para lavagem de dinheiro e financiamento de atividades ilícitas. Batizada de “Torre 7”, a ação tem como foco o núcleo financeiro da organização, responsável por movimentar e ocultar recursos provenientes, principalmente, do tráfico de drogas.
De acordo com as investigações, o grupo utilizava um esquema sofisticado que envolvia fintechs, aplicativos de pagamento e contas de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores. Parte do dinheiro era convertida em criptomoedas e enviada ao exterior, estratégia usada para driblar mecanismos tradicionais de fiscalização e controle financeiro.
A operação é conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM), que reúne órgãos como Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e outros setores de inteligência. A ofensiva é resultado de desdobramentos de fases anteriores da Operação Torre, que vêm monitorando a atuação da facção e sua estrutura interna, incluindo o funcionamento do sistema financeiro clandestino.
As apurações indicam que o núcleo investigado desempenhava papel estratégico dentro da organização criminosa, sendo responsável por gerir recursos ilícitos e garantir a continuidade das atividades ilegais. Em operações anteriores relacionadas ao mesmo grupo, foram identificadas movimentações milionárias e esquemas que combinavam empresas de fachada, intermediários e transferências internacionais.
A Operação Torre 7 integra um conjunto de ações voltadas ao combate ao crime organizado no estado, com foco na asfixia financeira das facções. A estratégia das autoridades é desarticular não apenas a atuação operacional dos grupos, mas também os mecanismos que sustentam economicamente as atividades criminosas.




