A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mantém o indicador em patamar historicamente baixo no mercado de trabalho brasileiro.
Segundo o levantamento, cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas no país no período analisado. O número representa uma das menores quantidades de pessoas sem trabalho desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.
O estudo também aponta que o total de pessoas ocupadas permaneceu em nível elevado, ultrapassando 100 milhões de trabalhadores. O nível de ocupação — que mede a proporção de pessoas trabalhando em relação à população em idade ativa — também se manteve próximo dos maiores níveis já registrados.
Outro indicador acompanhado pelo IBGE, a taxa de subutilização da força de trabalho, ficou em torno de 13,9%, reunindo pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas e aquelas que poderiam trabalhar, mas não estavam procurando emprego naquele momento.
Especialistas apontam que a manutenção da taxa em níveis baixos tem relação com a expansão do emprego em setores de serviços e com o aumento do número de trabalhadores ocupados ao longo de 2025 e início de 2026, consolidando um cenário de melhora gradual no mercado de trabalho brasileiro.
A Pnad Contínua é a principal pesquisa utilizada para medir o comportamento do mercado de trabalho no Brasil, acompanhando indicadores como desemprego, ocupação, rendimento e informalidade em todo o país.
Informação Agência Brasil




