A Polícia Civil do Rio de Janeiro pretende solicitar à Justiça a quebra de sigilo telefônico dos acusados envolvidos em um caso de estupro coletivo investigado na capital fluminense. A medida faz parte das diligências para reunir novas provas e esclarecer a participação de cada um dos suspeitos no crime.
Segundo os investigadores, o pedido pode incluir a análise de dados de celulares e computadores ligados a um adolescente apontado como possível mentor dos ataques. A polícia acredita que a perícia nos aparelhos pode revelar mensagens, registros e outras evidências capazes de detalhar o planejamento e a execução das agressões.
O adolescente foi denunciado à Justiça por dois crimes de estupro. De acordo com a investigação, ele teria conquistado a confiança das vítimas por já ter mantido relacionamentos com algumas delas, o que teria facilitado a aproximação e a ocorrência dos abusos.
Um dos casos investigados envolve o estupro coletivo de uma jovem de 17 anos ocorrido em janeiro, no bairro de Copacabana. No episódio, cinco rapazes teriam participado do crime. O adolescente citado pela polícia é o único entre os investigados que responde em liberdade, já que a Justiça não determinou sua internação, apesar do pedido feito pelos investigadores.
Além desse episódio, a polícia também apura outra denúncia de estupro registrada recentemente contra o mesmo jovem. O delegado responsável pelo caso afirmou que a apreensão dos equipamentos eletrônicos e a eventual quebra de sigilo telemático podem ajudar a esclarecer a dinâmica dos crimes e confirmar a participação dos demais envolvidos.
O Ministério Público do Rio de Janeiro informou que novas medidas cautelares ainda podem ser solicitadas no decorrer da investigação, conforme o avanço da coleta de provas e da análise dos depoimentos das vítimas e testemunhas.
Com Informação Agência Brasil




