O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso nesta quinta-feira (16) durante uma fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal para investigar um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes no sistema financeiro. A prisão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.
De acordo com as investigações, Costa teria acertado o recebimento de aproximadamente R$ 146 milhões em propina, valor que estaria ligado a operações financeiras envolvendo o BRB e o Banco Master. Parte dos pagamentos teria sido realizada por meio da aquisição de imóveis de alto padrão, utilizados como forma de ocultar a origem ilícita dos recursos.
As apurações indicam que cerca de R$ 74 milhões já foram rastreados pelos investigadores, enquanto o restante ainda está sob análise. O suposto esquema envolveria a atuação de empresas de fachada e intermediários para viabilizar as transações e dificultar a identificação dos beneficiários finais.
A investigação também aponta relação direta com operações realizadas entre o BRB e o Banco Master, que teriam incluído a negociação de carteiras de crédito consideradas irregulares ou sem garantias suficientes. Segundo a Polícia Federal, o então presidente do banco público teria atuado para viabilizar negócios que favoreceram a instituição privada, mesmo diante de alertas internos sobre inconsistências.
A Operação Compliance Zero apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituição financeira. Além de Costa, outros investigados também foram alvos de medidas judiciais, incluindo prisões e buscas e apreensões.
Paulo Henrique Costa ganhou notoriedade durante sua gestão à frente do BRB, marcada pela expansão das atividades do banco e aumento da presença no mercado financeiro. Com a investigação, ele passa a ser apontado como peça central em um esquema que teria utilizado a estrutura da instituição para beneficiar interesses privados.
O caso segue em apuração e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias, com análise de provas e eventual apresentação de denúncia pelo Ministério Público. A defesa do ex-presidente nega as acusações.
Com Informação Agência Brasil




