Pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) poderão contar com uma nova alternativa terapêutica para o tratamento da leucemia mieloide aguda (LMA). A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) aprovou a incorporação da combinação dos medicamentos venetoclax e azacitidina, ampliando as opções de tratamento para adultos recém-diagnosticados que não são elegíveis à quimioterapia intensiva.
A leucemia mieloide aguda é um tipo agressivo de câncer que afeta as células sanguíneas e a medula óssea, exigindo diagnóstico e tratamento rápidos. A nova terapia tem apresentado resultados promissores ao aumentar as taxas de resposta ao tratamento e a sobrevida dos pacientes em comparação às abordagens convencionais disponíveis para esse grupo específico.
Especialistas da área consideram a decisão um avanço importante para a hematologia brasileira, uma vez que a combinação dos medicamentos já é utilizada em diversos países e representa uma alternativa para pacientes que, devido à idade avançada ou condições clínicas associadas, não conseguem receber quimioterapia de alta intensidade.
A expectativa é que a incorporação da nova terapia contribua para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, reduzir complicações associadas ao tratamento convencional e ampliar as chances de controle da doença. Após a publicação oficial da incorporação, o Ministério da Saúde deverá adotar as medidas necessárias para disponibilizar o tratamento na rede pública dentro dos prazos previstos pela legislação.
A medida reforça o processo de modernização da assistência oncológica no SUS, que nos últimos anos tem incorporado novas tecnologias e medicamentos voltados ao tratamento de diferentes tipos de leucemia e outras doenças hematológicas.
Informação Agência Brasil




