Um levantamento do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) aponta que quase mil médicos foram vítimas de agressões no ambiente de trabalho desde 2018. Embora os dados tenham como base o Rio de Janeiro, especialistas alertam que a situação reflete uma realidade observada em diversas regiões do país.
Os casos incluem agressões físicas, verbais e ameaças, com maior incidência em hospitais públicos e unidades de pronto atendimento. A sobrecarga dos serviços, a demora no atendimento e a falta de estrutura estão entre os principais fatores que contribuem para o aumento dos conflitos entre pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde.
O levantamento também indica subnotificação, já que muitos episódios não são oficialmente registrados, o que pode elevar ainda mais o número real de ocorrências.
De acordo com o Cremerj, o avanço da violência exige medidas urgentes, como o reforço da segurança nas unidades de saúde, melhores condições de trabalho e ações de conscientização da população. A entidade ressalta que o problema afeta diretamente a qualidade do atendimento e coloca em risco a integridade dos profissionais.
A violência contra médicos tem sido registrada em diferentes estados brasileiros, evidenciando um cenário nacional preocupante. Especialistas destacam que o ambiente hostil pode provocar impactos na saúde física e mental dos trabalhadores, além de afastamentos e desmotivação na carreira.
Diante disso, entidades médicas defendem políticas públicas mais eficazes para garantir segurança nas unidades de saúde e assegurar condições dignas de trabalho, fundamentais para o bom funcionamento do sistema e para o atendimento adequado à população.




