InícioAmazonasEm Itapiranga, MPAM apura condições de insalubridade em escola estadual no município

Em Itapiranga, MPAM apura condições de insalubridade em escola estadual no município

Acúmulo de fezes de animais na cobertura da escola, odores no interior das salas de aula e indícios de infestação de morcegos. Essas foram as principais motivações de uma notícia de fato instaurada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) para apurar possíveis irregularidades nas condições estruturais, sanitárias e de segurança da Escola Estadual Professor Mileto Batista, localizada no município de Itapiranga.

A medida, de autoria do promotor de Justiça Christian Anderson Ferreira da Gama, decorre de denúncias sobre a precariedade das instalações da unidade escolar. Uma fiscalização também foi realizada no local para averiguar as falhas relatadas.

A escola oferta ensino fundamental regular nos anos inicias (1º ao 5º ano), atendendo uma parcela expressiva da população estudantil no município. De acordo com o Censo Escolar de 2025, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o estabelecimento possui 387 alunos matriculados, sendo seis na modalidade de educação especial, além de um quadro composto por 14 professores.

O promotor Christian Gama destacou que “a inspeção ministerial, que constatou as condições da escola, em especial sobre o odor insuportável causado por fezes de animais no telhado, possibilitou conhecer a realidade vivenciada por servidores, professores e alunos”.

*Problemas encontrados*

Durante a verificação, foram observadas condições alarmantes de insalubridade. Além das citadas, foram encontrados problemas relacionados na estrutura do local, como sinais de escorrimento e infiltrações; desgaste em portas e revestimentos; avanço na deterioração das janelas de madeira; e ambientes com acúmulo de manchas escuras e resíduos.

A auditoria identificou, ainda, indícios de infestação por cupins e possíveis riscos de contaminação em gêneros alimentícios destinados à merenda escolar, em razão da presença de resíduos orgânicos em áreas próximas ao armazenamento de alimentos.

Também foram encontrados mantimentos, como jerimuns e melancias, armazenados em locais com sujeira devido aos vazamentos provenientes da cobertura do prédio.

*Diligências iniciais*

Diante da gravidade da situação, o MPAM determinou a adoção de diversas medidas destinadas à completa apuração dos fatos, incluindo inspeções técnicas pela Vigilância Sanitária (Visa) e pelo Corpo de Bombeiros Militar.

Foram requisitadas informações à Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc), à direção da escola, que durante a vistoria não estava presente, e ao Conselho Tutelar, visando à adoção das medidas necessárias para assegurar a proteção dos direitos dos estudantes e a adequação das condições da unidade de ensino.

Os órgãos oficiados deverão apresentar informações e relatórios técnicos que irão embasar a atuação ministerial e a adoção das ações cabíveis para garantir a adequada prestação do serviço público de educação e a efetiva proteção dos direitos das crianças e adolescentes matriculados na unidade.

“O Ministério Público acompanhará o caso até a completa apuração dos fatos e a adoção das providências necessárias para a regularização das condições verificadas na escola”, finalizou o membro do MP.

 

Informação MPAM

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