O empresário Luiz Rodrigues Coelho Filho, detido pela Polícia Federal nesta quinta-feira (24), em Manaus, com aproximadamente R$ 1 milhão em espécie, possui ligação com uma empresa que manteve contratos com órgãos da administração pública municipal. A informação consta em registros públicos e foi divulgada após a prisão do empresário durante uma ação de combate a crimes eleitorais.
Segundo a Polícia Federal, a abordagem ocorreu após Luiz deixar uma agência do Sicoob, localizada no bairro Praça 14 de Janeiro, carregando uma mala com dinheiro. A investigação teve início a partir de uma denúncia sobre saques de grandes quantias em espécie. Após diligências, os agentes acompanharam a movimentação e realizaram a abordagem.
Além do dinheiro, os policiais encontraram uma arma de fogo no veículo utilizado pelo empresário. Ele foi preso em flagrante por porte irregular de arma de fogo de uso restrito. A PF informou que o aproximadamente R$ 1 milhão apreendido será submetido à investigação para esclarecer sua origem e destinação.
Ligação empresarial
Luiz Rodrigues Coelho Filho aparece como sócio administrador da JAKS Serviços, Comércio e Representação Ltda., empresa que possui histórico de contratos com órgãos públicos em Manaus.
Entre os contratos registrados está um firmado com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para prestação de serviços de limpeza e conservação, com fornecimento de mão de obra, materiais e equipamentos. O contrato previa atuação de encarregados e agentes de limpeza em unidades como o SAMU 192 e estruturas dos Distritos de Saúde.
Segundo registros públicos citados em levantamento sobre a empresa, a JAKS também manteve contratos com outros órgãos da administração municipal ao longo dos anos.
Dinheiro é alvo de investigação
Apesar da apreensão ter ocorrido durante uma ação voltada ao combate de crimes eleitorais, a Polícia Federal ainda não informou oficialmente que o dinheiro apreendido seria destinado a uma campanha específica ou utilizado para compra de votos.
A corporação informou que a investigação busca justamente identificar a origem e a destinação dos recursos e verificar eventual relação com atividades ilícitas relacionadas ao processo eleitoral.
O caso segue sob investigação da Polícia Federal. Até o momento, não há decisão judicial que estabeleça eventual responsabilidade do empresário por crimes relacionados ao dinheiro apreendido.




