A CPMI do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão ocorreu durante a votação em bloco de 87 requerimentos e provocou forte reação de parlamentares da base governista, que questionaram o procedimento adotado na sessão.
Além da quebra de sigilos de Lulinha, os integrantes da comissão também aprovaram pedidos de informações financeiras junto ao Coaf e medidas envolvendo instituições como o Banco Master e a CredCesta. As diligências fazem parte das investigações sobre suspeitas de fraudes e descontos indevidos em benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O requerimento que incluiu o nome de Lulinha foi apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Segundo ele, a medida é necessária para aprofundar a apuração de possíveis conexões financeiras relacionadas ao objeto da investigação. O período de análise aprovado pelos parlamentares compreende os anos de 2022 a janeiro de 2026.
A votação ocorreu de forma simbólica e em bloco, o que gerou protestos imediatos de deputados governistas. Houve troca de acusações no plenário da comissão e questionamentos sobre a contagem dos votos. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), manteve o resultado e afirmou que o procedimento seguiu as normas regimentais.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega qualquer envolvimento em irregularidades e sustenta que ele não possui relação com o suposto esquema investigado. A CPMI segue com oitivas e análise de documentos nas próximas semanas, em meio a um cenário de forte polarização política em torno dos trabalhos da comissão.
Com Informação Agência Senado




