A campanha da Federação União Progressista no Amazonas foi alvo de um atentado a tiros no final da tarde desta quinta-feira, 3/9, no bairro Novo Israel, na zona Norte de Manaus. Dezenas de disparos foram efetuados por dois homens que estavam em uma motocicleta, em uma área onde estava previsto um evento político com a participação de candidatos.
Durante a ação criminosa, um capitão da Polícia Militar que fazia parte da equipe de segurança foi atingido pelos disparos. Ele foi socorrido e, segundo as informações divulgadas após o ataque, passa bem.
De acordo com informações da inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, o atentado teria como alvo o ex-governador e candidato ao Senado Wilson Lima. A presença dele no evento, no entanto, não havia sido confirmada.
Horas depois do ataque, Wilson Lima se manifestou por meio de um vídeo e afirmou que não pretende recuar diante das ameaças. O candidato declarou que não vai se “acovardar” e que os responsáveis pelo atentado não conseguirão intimidá-lo.
O episódio ocorre em meio a uma sequência de ameaças que vêm sendo atribuídas a uma facção criminosa com atuação no Amazonas. Cerca de uma semana antes do atentado, mensagens compartilhadas em grupos públicos de WhatsApp, supostamente assinadas por integrantes do narcotráfico, teriam ameaçado pessoas que apoiassem a campanha de Wilson Lima.
Dois suspeitos são presos
Na manhã desta sexta-feira, 4/9, dois homens foram presos suspeitos de envolvimento no ataque contra o capitão da Polícia Militar em Manaus. A investigação busca esclarecer a participação dos suspeitos na ação e identificar a motivação e os possíveis mandantes do atentado.
O caso passou a ser investigado pelas forças de segurança do Amazonas, que trabalham na identificação dos envolvidos e na apuração das circunstâncias do ataque.
Combate ao tráfico
As ameaças contra Wilson Lima ocorrem em um contexto de intensificação das ações de combate ao tráfico de drogas durante sua gestão como governador do Amazonas.
Somente em 2025, as forças de segurança do Estado apreenderam 47 toneladas de drogas, segundo dados citados pela campanha. Parte significativa dessas apreensões ocorreu nas regiões de fronteira do Amazonas com a Colômbia e o Peru, com o objetivo de impedir que os entorpecentes chegassem à capital amazonense.
Outro eixo da política de segurança implementada durante a gestão de Wilson Lima foi a ampliação do sistema de videomonitoramento. Por meio do programa Paredão, mais de 1.500 câmeras foram instaladas em Manaus, permitindo o monitoramento de veículos e o cruzamento de informações para auxiliar na identificação de placas e reconhecimento facial.
O sistema também utiliza bases de dados de segurança, incluindo informações relacionadas a mandados de prisão.
Reação
Após o atentado, Wilson Lima reforçou que pretende manter sua campanha e afirmou que a violência não será capaz de interferir em sua trajetória política.
O ataque também acendeu um alerta sobre a segurança de candidatos e equipes durante o período eleitoral no Amazonas, especialmente diante das ameaças que passaram a circular nas redes sociais e aplicativos de mensagens.
As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do atentado, identificar todos os envolvidos e verificar se a ação foi, de fato, direcionada ao candidato ao Senado.




