O Batalhão de Polícia do Exército entregou à Polícia Federal (PF) as armas de fogo registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro e informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que duas delas não foram encaminhadas por não estarem sob sua guarda.
A entrega ocorreu em cumprimento à determinação do ministro Alexandre de Moraes, que ordenou o recolhimento do armamento após manter Bolsonaro em prisão domiciliar e suspender seu porte de arma e registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
Segundo o Exército, seis armas que estavam sob custódia da corporação foram entregues à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. As outras duas, embora registradas em nome do ex-presidente, não estavam armazenadas no batalhão responsável pela guarda do material.
A defesa de Bolsonaro havia informado ao STF que todo o armamento do ex-presidente estava nas instalações do Exército. Além dessas oito armas, outras duas já haviam sido entregues anteriormente à Polícia Federal por determinação judicial, enquanto uma terceira foi apreendida no mês passado com um dos seguranças do ex-presidente.
A determinação de Moraes foi motivada pelo episódio envolvendo a apreensão de uma arma que estava com um segurança de Bolsonaro. Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal ter concluído que o armamento era legalizado e não ter indiciado o ex-presidente, o ministro entendeu que a manutenção de armas registradas em seu nome era incompatível com as condições da prisão domiciliar.
Informação Agência Brasil




