A enfermagem amazonense amanheceu em luto nesta quarta-feira (25) após a confirmação da morte de Maria Marluce, enfermeira de 65 anos que se destacou por sua atuação na linha de frente do combate à **pandemia de Covid-19 no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Joventina Dias, na zona Oeste de Manaus.
Profissional experiente e respeitada, Marluce ficou marcada pela dedicação ao atendimento de pacientes durante os períodos mais críticos da crise sanitária que assolou o Brasil entre 2020 e 2022. No SPA Joventina Dias, ela atuou de maneira incansável em plantões que exigiam habilidades técnicas e humanização, contribuindo para o acolhimento de centenas de famílias em momentos de medo e incerteza.
Colegas de trabalho e servidores da saúde destacaram seu profissionalismo e a maneira como inspirava equipes mais jovens. A atuação de enfermeiros e enfermeiras como Marluce foi fundamental para enfrentar uma pandemia que expôs lacunas nos sistemas de saúde e exigiu esforço contínuo de profissionais da linha de frente, que muitas vezes trabalharam sob pressão e com jornadas prolongadas.
A morte de Maria Marluce ocorre em um contexto em que o Brasil ainda se recorda dos impactos da Covid-19 na vida de profissionais de saúde. Estudo e relatos de técnicos e enfermeiros mostram que, durante a pandemia, equipes enfrentaram condições de trabalho extenuantes, com risco constante de infecção e impactos emocionais significativos.
A família, amigos e colegas prestaram homenagens à enfermeira nas redes sociais e em mensagens de apoio, lembrando sua empatia, cuidado com pacientes e legado de serviço público. O falecimento de Marluce traz novamente à tona o papel essencial dos profissionais de saúde na proteção da vida coletiva e os desafios enfrentados por quem esteve na linha de frente dos maiores momentos de crise sanitária nas últimas décadas.




