A renda média mensal das famílias brasileiras alcançou R$ 2.264 por pessoa em 2025, registrando crescimento real de 6,9% em comparação ao ano anterior. O resultado é o maior já registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento divulgado nesta sexta-feira (8), este é o quarto ano consecutivo de alta no rendimento das famílias brasileiras. Em 2024, o valor médio era de R$ 2.118, enquanto em 2021 havia recuado para R$ 1.692, período marcado pelos impactos econômicos da pandemia.
Segundo o IBGE, o crescimento da renda foi impulsionado principalmente pelo aumento dos ganhos provenientes do trabalho. A pesquisa destaca ainda que o Brasil registrou níveis historicamente baixos de desemprego em 2025, além dos reajustes anuais do salário mínimo.
O Distrito Federal lidera o ranking nacional de rendimento domiciliar per capita, com média de R$ 4.401 por pessoa. Em seguida aparecem São Paulo (R$ 2.862), Rio Grande do Sul (R$ 2.772) e Santa Catarina (R$ 2.752). Na outra ponta, Maranhão (R$ 1.231), Acre (R$ 1.372) e Ceará (R$ 1.379) apresentaram os menores valores do país.
A pesquisa também mostrou que 75,1% da renda das famílias têm origem no trabalho, enquanto 24,9% vêm de outras fontes, como aposentadorias, programas sociais, aluguel e pensões. No Nordeste, a dependência de benefícios sociais continua acima da média nacional.
Apesar do avanço da renda, indicadores econômicos recentes apontam crescimento do endividamento das famílias brasileiras. Dados do Banco Central mostram que o comprometimento da renda com dívidas atingiu níveis recordes neste ano.




