Os corpos das duas crianças indígenas, de 2 e 5 anos, assassinadas na comunidade Tabatinga, no município de Barreirinha, chegaram a Parintins nesta quinta-feira (9) para serem submetidos a exame de perícia no Instituto Médico Legal (IML). As vítimas pertenciam à etnia Sateré-Mawé e o caso tem causado grande comoção na região.
O principal suspeito do crime é o irmão mais velho das vítimas, um adolescente de 17 anos, apreendido pela Polícia Civil do Amazonas com apoio da Polícia Militar. Segundo as investigações, o jovem teria confessado o duplo homicídio e apontado o próprio tio, identificado apenas como Valdecir, como a pessoa que o teria influenciado a cometer o ato.
Em depoimento, o adolescente relatou que o tio teria chegado armado, feito ameaças e orientado que ele matasse os irmãos por “raiva”. Já a mãe das crianças apresentou uma versão diferente, afirmando que o filho estaria sob efeito de drogas no momento do crime.
Além do assassinato das crianças, também foi relatado que o adolescente teria matado e enterrado um cachorro, em uma tentativa de ocultar vestígios. A Polícia Civil classificou o ato como análogo a duplo homicídio qualificado e maus-tratos a animal com resultado morte.
Por decisão judicial, o jovem foi transferido para internação provisória em Parintins, onde ficará à disposição do Juizado da Infância e Juventude Infracional de Barreirinha.
A Polícia Civil informou que novas atualizações sobre o caso serão divulgadas em coletiva de imprensa prevista para a próxima segunda-feira (13), na sede da Delegacia Geral, em Manaus.
A Prefeitura de Barreirinha emitiu nota manifestando pesar e repúdio ao crime, prestando solidariedade à família e à comunidade indígena Sateré-Mawé, além de acompanhar o andamento das investigações junto às autoridades competentes.




