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Wilson Lima apresenta avanços ambientais do Amazonas e assina primeiro contrato de REDD+ durante a COP30

O governador do Amazonas, Wilson Lima, defendeu, nesta segunda-feira (10/11), durante a abertura oficial do Hub Amazônia na COP30, em Belém (PA), que a agenda climática global precisa ser conectada à realidade de quem vive e protege a floresta. Na ocasião, o governador apresentou as principais entregas do estado na área ambiental e assinou o primeiro contrato de REDD+ em Unidade de Conservação Estadual, consolidando o Amazonas como referência em políticas de sustentabilidade.

“O que a gente espera dessa COP é que os resultados cheguem a quem está na ponta, nas comunidades que verdadeiramente protegem a floresta. Se a gente não cuidar primeiro dessas pessoas, não teremos condições de falar em preservação”, afirmou o governador.

O contrato de REDD+ foi firmado para o Parque Estadual Sucunduri, em Apuí, com potencial de movimentar R$ 590 milhões em 30 anos, por meio da conservação da floresta e da redução de emissões de gases de efeito estufa. O projeto é executado pela empresa Future Climate, selecionada via chamamento público, e marca o início da monetização de créditos de carbono em Unidades de Conservação estaduais.

Durante o painel “Governança Fiscal e Conservação Florestal”, Wilson Lima destacou o caráter social e técnico do projeto, desenvolvido em parceria com comunidades locais e com apoio do Banco Mundial. O governador também anunciou a assinatura do contrato com o Cebraspe, responsável pela realização do primeiro concurso público da história da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), que ofertará 159 vagas de níveis médio e superior. O edital deve ser lançado até dezembro, com provas previstas para o primeiro trimestre de 2026.

“Esse é um momento histórico. Estamos fortalecendo nossa capacidade técnica e institucional para avançar em políticas ambientais e garantir que a floresta em pé gere benefícios diretos para as populações mais carentes”, destacou.

Além do contrato de REDD+, o Amazonas apresentou seis entregas estruturantes na COP30, entre elas o Plano Estadual de Bioeconomia, construído com a participação dos 62 municípios, e a Política Estadual de Transição Energética (PETEN), que prevê a redução de 50% do consumo de diesel nos sistemas isolados até 2030.

Outro destaque é o programa Amazonas ECOLar, de habitação sustentável com moradias produzidas a partir de resíduos plásticos reciclados, com investimento de R$ 6,9 milhões e capacidade de processamento de 60 toneladas de material por mês.

O estado também apresentou o Inventário de Emissões Atmosféricas, estudo inédito sobre gases de efeito estufa, e os portfólios da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), que somam R$ 900 milhões em investimentos entre 2019 e 2025, com mais de 20 mil projetos de pesquisa apoiados — incluindo 108 voltados às mudanças climáticas e à bioeconomia.

A comitiva amazonense foi composta pelos secretários Eduardo Taveira (Meio Ambiente), Rooney Peixoto (Energia, Mineração e Gás), coronel Francisco Máximo (Defesa Civil) e pela diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, que apresentaram resultados e avanços em suas respectivas áreas.

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