O governo dos Estados Unidos anunciou uma proposta para aplicar uma nova tarifa de 25% sobre uma ampla lista de produtos importados do Brasil. A medida foi apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) após a conclusão de uma investigação que apontou supostas práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses norte-americanos.
Segundo o governo norte-americano, a investigação identificou divergências relacionadas a barreiras ao comércio digital, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e políticas ambientais. As autoridades dos EUA afirmam que essas práticas representam obstáculos ao comércio e justificariam a adoção de medidas tarifárias adicionais.
A proposta prevê uma tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, mas alguns itens estratégicos ficaram de fora da lista, como café, carne bovina, terras raras, determinados metais, aeronaves e peças para aviação.
O anúncio ocorre em meio a uma série de disputas comerciais entre os dois países. A nova tarifa substituiria parcialmente uma taxação de 50% aplicada anteriormente pelo governo do presidente Donald Trump, que acabou sendo derrubada pela Suprema Corte dos Estados Unidos neste ano.
Antes da implementação definitiva, o governo norte-americano abrirá um período para receber manifestações do setor privado até 1º de julho. Uma audiência pública está marcada para 6 de julho, e a decisão final sobre a adoção das tarifas deve ser anunciada até 15 de julho.
A medida pode gerar impactos relevantes para exportadores brasileiros e aumentar a pressão sobre as relações comerciais entre Brasília e Washington, especialmente em setores que dependem do mercado norte-americano para escoar parte da produção.




